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Por uma semana em Agosto, a UCJ recebeu a consultora Lígia Moreno, da nossa Empresa Júnior parceira WBC de Londres em um INTEJ realizado entre as duas instituições. Lígia participou de reuniões da UCJ e trabalhou próxima aos membros para descobrir benchmarkings positivos da nossa UCJ. Um pouco dessa história e de como foi essa semana no Brasil da consultora Lígia você vê aqui, na nossa entrevista!
Boa Leitura!
1. Fale um pouco sobre a WBC, seus principais desafios, características e pontos fortes.
A WBC foi fundada em 1995 por estudantes da Universidade de Westminster, localizada no centro de Londres. Somos a única Empresa Júnior da nossa Universidade e do Reino Unido e incorporamos todas as disciplinas e diversas nacionalidades dentro do nossa equipe.
A missão da WBC apresenta vários objetivos: principalmente, a WBC tem o objetivo de desenvolver habilidades profissionais e transferíveis em nossos membros para incrementar a empregabilidade deles. Como a única EJ da Inglaterra, a WBC também se impôs como objetivo e divulgar o Movimento de Empresa Júnior no país e incentivar outras Universidades a criar as próprias EJ’s. Quando esse objetivo ser conquistado, a WBC se propõem a manter-se em uma posição de liderança no mercado do Reino Unido. Último, mas não menos importante, a WBC procura manter uma sustentabilidade global da companhia para que possa agir por muitos anos.
Temos cerca de 20 membros na WBC e todos são divididos entre 5 departamentos principais: RH, Relações Internacionais, Marketing, Financeiro, e TI. Uma parte do trabalho da WBC consiste em tarefas específicas dentro de cada departamento. Apesar disso, podemos participar de projetos de qualquer disciplina além das nossas áreas de especialização.
Os nossos clientes são, na maior parte pequenos/médios empreendedores que estão no processo de abrir um novo negócio . A WBC tenta manter a sua relação com seus ex-clientes através da comunicação continua. Para atrair novos clientes, a WBC se concentra na prospecção ativa, buscando estar presente em quase todos os eventos relativos a negócios e fazendo networking. Recomendações e projetos recebidos através de parceiros formam 40% dos nossos projetos e, então, neste momento a prospecção ativa se torna muito importante para a empresa.
A WBC está enfrentando um período de grandes desafios, não só por causa da crise que atingiu a Europa inteira, mas também por causa de uma série de reformas internas que a deixaram um pouco de “pernas pro ar”. Como empresa, a WBC nunca foi muito grande, mas nosso time, ano após ano, foi se desenvolvendo até criar uma imagem exemplar para novos movimentos dentro da JADE. Por ser pequena, acho que todos que trabalham na WBC conseguem manter um relacionamento bem honesto e democrático. E graças a esse nosso time forte que podemos superar muitas dificuldades que enfrentamos esse ano. Estamos ainda tentando nos melhorar o máximo possível e, com tudo que consegui aprender durante o meus INTEJ, creio que vamos conseguir continuar e formalizar o nosso processo de optimização.
2. Quais são as principais diferenças entre as Empresas Juniores no Brasil e na Europa?
Na Europa, dependendo do país, o Movimento de Empresas Juniores é bem conhecido e organizado. A Franca, Áustria e Alemanha são só alguns exemplos de Empresas Juniores que conseguiriam consolidar uma grandíssima federação e construir uma ótima reputação dentro e fora de seus países. No caso do Reino Unido, nós da WBC somos os únicos empreendedores juniores e estamos trabalhando para divulgar essa idéia para outras Universidades e aumentar o espirito empreendedor de seus alunos. Por enquanto estamos enfrentando várias dificuldades porque os próprios estudantes não percebem muito benefício em começar uma Empresa Júnior. Essa é uma mentalidade que estamos tentando alterar com o nosso plano de divulgação e marketing que nos esta ajudando a ser mais visível dentro das redes universitárias e empreendedoras de Londres.
3. Qual a importância desse tipo de intercâmbio para você e para a WBC?
Para mim, essa foi uma grande oportunidade para entender a importância do MEJ no Brasil e aprender como as empresas da aqui funcionam, quais são a suas prioridades, a suas dificuldades e como conseguem superá-las. Acho que o que aprendi aqui com a UCJ e com a FEA Júnior vai ser valiosa para poder melhorar o próprio funcionamento da WBC, ajudando-a a desenvolver seus membros de maneira mais completa e melhorar o clima organizacional em geral. Com relatório que estou escrevendo para meu colegas na WBC tenho o objetivo de exemplificar certas mudanças necessárias para a optimização da empresa e para cumprirmos melhor a nossa missão de desenvolver membros diversificados.
4. O que de mais importante você leva da UCJ e do MEJ para a WBC?
Da UCJ em si, levo muito conhecimento de uma estrutura, já que ela completamente diferente do que sou acostumada. Uma das coisas que mais me influenciaram durante esse INTEJ foi o controle exercido pela empresa sobre os indiciadores de resultados necessários para cada departamento e a própria comunicação deles a todos os membros. Essa transparência que vi na UCJ me parece algo muito rara e causa resultados que vão além da sustentabilidade financeira da Empresa. Creio que nos da WBC temos muito o que aprender com isso e foi interessante ver como poderia ser feito de maneira plausível. Além disso acredito que aprender sobre a UCJ me ajudou a adotar uma nova perspectiva para tentar enfrentar algumas dificuldades da WBC.
Percebi que muitas das diferencias entre o movimento brasileiro e aquele europeu são devidos a o tamanho do MEJ e a forte presença dele em cada EJ. Por ser um movimento tão extenso, as organizações que promovem a rede de empreendedores juniores, seja ele um núcleo, uma federação ou a Brasil Júnior, estão sempre contempladas em planos estratégicos de cada empresa. Esse, eu vejo, é uma das razoes da popularidade deste movimento no Brasil. E isso que vou tentar levar do MEJ para o Reino Unido para desenvolver a nossa própria rede e demostrar quais são os benefícios de ter um movimento articulado para todos possíveis empreendedores juniores de lá.
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