Fomentando mudanças
Seg, 15 de Dezembro de 2008 07:08
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Muitas pessoas se apegam a rotinas, crenças e valores, temendo mudanças. Naturalmente, isso reflete em seus ambientes de serviço, impedindo-as de inovar, dominar novas formas de trabalho e maximizar sua produtividade. Por isso, é importante retirá-las de seu isolamento e introduzi-las na atualidade. É preciso compreender a mudança não só como compulsória, mas, também, como benfeitora. Pense nas comodidades que a revolução tecnológica da Internet e da informática trouxe para você. Nas melhorias decorrentes do desenvolvimento dos meios de transporte, da medicina e até mesmo na “evolução” das relações sociais, afinal de contas você conseguiria viver no mundo do início do século passado? Totalmente machista, patriarcal, ruralizado e de países pouco integrados?

Pessoas diferentes reagem de formas distintas à mudança. Dentre aqueles que sentem aversão a ela, estão: o negador, que simplesmente a ignora; o especialista, que aceita a mudança apenas em um determinado ramo de seu interesse ou domínio; o saudosista que mantém incontestável a crença na superioridade de seus hábitos tradicionais; e, por último, o simplificador, que reduz toda a mudança a um aspecto apenas.

O ambiente também é um fator que pode contribuir muito para a aceitação das mudanças. A lógica é simples: o indivíduo que trabalha em uma empresa que incentiva o crescimento, com colegas que buscam desenvolver-se e superiores que cobram a criatividade tem probabilidade muito menor de cair no conformismo ou enxergar o avanço com desconfiança. Há diversos métodos desenvolvidos pelas ciências empresariais para fomentar esse tipo de ambiente, sendo algumas das mais importantes a formação de uma estrutura horizontalizada – com poucos cargos de liderança, grande autonomia para os membros e alta participação nas estratégias e decisões da empresa -, o incentivo a treinamentos e cursos – financiamentos, privilégios, convênios, instituições de ensino e divulgação de vagas –, a adoção de políticas de valorização de recursos humanos – ambiente de trabalho descontraído, festas da empresa e incentivo à integração dos funcionários – e a meritocracia – promoção e aumentos de salários baseados no mérito. E, por último, aquele que é com certeza o melhor fermento para a abertura à mudança, líderes que demonstram uma forma de atuação adequada, servindo de exemplo para seus subordinados.

Esses mesmos princípios também valem para os indivíduos. Para nos mantermos atualizados devemos participar de cursos, nos relacionar bem com nossos colegas e manter em mente a necessidade de obter um bom desempenho.

André Guimarães Teles é aluno de Economia e Consultor da UFMG Consultoria Jr..