Evolução empresarial e a importância do Benchmark
Qui, 19 de Fevereiro de 2009 10:34
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Um grupo de cientistas fez um experimento sobre o comportamento dos macacos. Colocaram três deles em uma única jaula e todos os dias, colocavam algumas bananas no centro do cômodo. Assim que o primeiro macaco se aproximou e tentou pegar as bananas, os outros foram presenteados com um banho gelado. Isso aconteceu por mais algumas vezes até que os habitantes da jaula começaram a impedir a aproximação de outro macaco das bananas, isso fez com que eles desistissem de pegá-las, pois a vontade de comer aquele belo alimento era preterível à sensação da água gelada. Uma cultura foi criada na jaula.

Na seqüência, foi colocado mais um macaco de mesmas características na jaula. A primeira reação do novo habitante foi pegar as bananas, mas foi impedido pelos colegas que estavam temerosos de levar um banho, até que este também aprendeu que não deveria mexer com aquelas bananas. A próxima fase do experimento foi trocar um dos macacos antigos por um novo, que novamente foi impedido de alcançar as bananas de forma que este também já sabia que não deveria chegar perto das bananas. Isso se repetiu até que todos os primeiros macacos, aqueles que tinham sido atingidos por aquele incômodo jato d’água, form substituídos. Resultado: dentro da jaula havia quatro indivíduos, que por força da cultura não chegavam perto das duas lindas bananas, e não sabiam o porquê, só sabiam que não podiam.

Esta história pode ter duas lições: os macacos são seres geniais, e não precisaram sofrer o mesmo que seus antecessores para aprender; ou; eles são seres que não se questionam sobre seus atos. Se todos os seres humanos fossem como os macacos, situações incômodas como as doenças não seriam tratadas, nunca inventaríamos a roda ou o computador. Precisamos questionar a nossa situação atual para alcançar uma situação mais desejável. Essa história faz refletir o quanto somos parecidos com os macacos citados, pois muitas vezes me deparo com pessoas fazendo as coisas da maneira como lhes foi ensinada sem questionamento algum, inclusive eu.

No mundo empresarial não é diferente, algumas vezes nos fechamos na nossa realidade, nos nossos moldes de trabalhar, na nossa cultura e nos esquecemos de questionar se aquelas decisões tomadas são realmente as corretas, se aquela maneira corriqueira de se redigir um relatório é a forma mais eficaz. Sem questionamento, não há inovação e empresas que não inovam estão, em sua maioria, fadadas ao fracasso. Temos sempre que estimular nosso senso crítico, a nossa capacidade de “sair da caixa” e quebrar paradigmas. Para isso existem algumas ferramentas, uma delas é o benchmarking, que se consiste basicamente em avaliar produtos, serviços e processos de trabalho de uma organização com o intuito de comparar desempenho e identificar pontos de melhorias na sua empresa. Esta organização pode ser um concorrente ou uma empresa de outro setor. Para ser bem feito é necessário um planejamento sobre quais pontos queremos analisar, quais empresas são referência nestes pontos, coletar os dados nas empresas por meio de publicações externas ou troca de conhecimento e melhoramento interno dos pontos analisados. É bom lembrar que este deve ser um esforço contínuo, e não um fato isolado.

Lucas Ciabotti é estudante de Administração da Universidade de Brasília (Unb) e Assessor da Presidência da AD&M, empresa júnior parceira da UFMG Consultoria Jr..