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INTEJ - Intercâmbio entre EJs
Qua, 27 de Maio de 2009 01:02
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O movimento empresa júnior teve início na França, em 1967, a idéia era aliar a possibilidade de uma formação complementar de alunos universitários através de prestação de serviços de sua área de estudo à oportunidade de micro e pequenas empresas se beneficiarem de um serviço de qualidade e de baixo preço. As primeiras empresas juniores (EJs) do Brasil surgiram na década de 80, a expansão do número de EJs impressiona, e atualmente existem mais de 200 espalhadas por todo país. As empresas têm diferentes realidades, há contrastes na cultura organizacional, porte de clientes e dificuldades nos projetos, mas todas têm o mesmo objetivo que é de capacitar e desenvolver seus membros através da prestação de consultorias de qualidade. O contato entre as empresas juniores e o benchmarking - a troca de experiências e informações - mostram-se diferenciais de crescimento profissional dos membros e para a gestão das empresas juniores. Observando práticas que deram certo em outras empresas e adaptando-as à sua realidade é possível fazer com que todas cresçam conjuntamente. O INTEJ – Intercâmbio de Empresas Juniores – surgiu nesse contexto, de integrar e trocar experiências entre as EJs. Este projeto começou a ser desenvolvido pela ESAG Jr., Empresa júnior da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), em 2004 e consiste na realização de um intenso benchmarking de 2 a 4 semanas. Já em 2005 foi realizado o primeiro intercâmbio entre empresas juniores do Brasil. Muitas vezes as empresas estão inseridas em diferentes realidades, algumas se localizam em grandes centros comerciais o que facilita a geração de negócios e aumenta a complexidade dos projetos realizados, enquanto isso outras EJs localizam-se em pequenas cidades. Mesmo com as diversas especificidades, as EJs têm muitos problemas e oportunidades semelhantes e estas possibilitam esta experiência. O benchmarking deve ser valorizado e realizado em qualquer segmento econômico, duas empresas em diferentes localidades não devem se considerar necessariamente concorrentes. A idéia do intercâmbio de funcionários pode funcionar também para qualquer empresa e os benefícios já constatados pelas empresas juniores podem se estender a elas. Explicaremos abaixo os passos de como o intercâmbio acontece e que pode ser adaptado à realidade de cada empresa. Uma EJ que tenha interesse em realizar o INTEJ entrará em contato com outras que sejam destaque por suas práticas de excelência em gestão. Após o primeiro contato é firmada uma parceria para a realização do intercâmbio. O planejamento do projeto se inicia com a definição do membro intercambista, este deve ter conhecimento dos principais processos das áreas da empresa e deve estar propício a conhecer novas realidades. O planejamento segue com a definição dos pontos que cada área deseja conhecer sobre a outra empresa, que são os pontos que serão questionados pelo intercambista aos diretores da outra organização. Definida toda etapa de planejamento, o empresário júnior viaja até a empresa de destino e começa a participar de toda rotina de trabalho, acompanha as atividades, participa de reuniões e conversa com membros de diversas áreas. Ele deve conhecer os referenciais estratégicos (Missão, Visão, Valores) da empresa visitada, bem como compreender seus principais processos. A partir daí é possível identificar quais seus pontos fortes e fracos e definir quais práticas poderão ser adotadas ou adaptadas na empresa júnior de origem. Ao retornar do intercâmbio, o membro deve elaborar um relatório descrevendo as práticas interessantes observadas durante a visita e suas considerações em relação à viabilidade de implementá-las. Outra ação fundamental é a realização de uma mesa redonda com os demais membros da empresa para se repassar as informações de forma dinâmica, permitindo o confronto de idéias e a realização de perguntas e debates. O INTEJ é uma oportunidade única de se conhecer novas realidades, para as empresas juniores os resultados são muito positivos. A idéia de intercâmbio de conhecimento não deve se restringir ao meio júnior, mas pode ser realizado por qualquer segmento. Troca de experiência, metodologia de trabalho e até da vivência de um ambiente diferente de trabalho são fatores de crescimento profissional que podem gerar ótimos resultados para o desenvolvimento gerencial em qualquer empresa. Luiz Angelo Gonçalves é estudante de Ciências Econômicas e Presidente da UFMG Consultoria Jr.. |